terça-feira, 31 de julho de 2007

Leitora

Açucar União

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Trineta

terça-feira, 24 de julho de 2007

Silêncio

Depois de tanta coisa dita, um pouco de nada pode ajudar, né?
Até breve.
Raquel

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Clarice - fim

Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, preferiria.

Clarice 15

É que sinto falta de um silêncio. Eu era silenciosa. E agora me comunico, mesmo sem falar. Mas falta uma coisa. E vou tê-la. É uma espécie de liberdade, sem pedir licença a ninguém.

Clarice 14

Eu só trabalho com achados e perdidos.

Clarice 13

Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível.

Clarice 12

O que atrapalha ao escrever é ter que usar palavras.

Clarice 11

Oh Deus, que faço desta felicidade ao meu redor que é eterna,eterna,eterna, e que passará daqui a um instante porque o corpo só nos ensina a ser mortal?

domingo, 22 de julho de 2007

Clarice 10

A realidade é a matéria-prima, a linguagem é o modo como vou buscá-la - e como não acho.

Clarice 9

Não se perde por não entender.

Clarice 8

Acho que loucura é perfeição.

Clarice 7

O nome da coisa é um intervalo para a coisa.

Clarice 6

Ver a verdade seria diferente de inventar a verdade?

Clarice 5

O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se me entendesse.

Clarice 4

Creia-me, Senhor Presidente, ela (nacionalidade brasileira - grifo meu) alargará minha vida. E um dia saberei provar que não a usei inutilmente.

Clarice 3

Se trago a V. EX. o resumo dos meus trablhos jornalísticos não é para pedir-lhe, como recompensa, o direito de ser brasileira. Prestei esses serviços espontanea e naturalmente, e nem poderia deixar de executa-los. Se neles falo é paa atestar que já sou brasileira.

Posso apresentar provas materiais de tudo o que afirmo. Infelizmente, o que não posso provar materialmente - e que, no entanto, é o que mais importa - é que tudo que fiz tinha como nucleo minha real união com o país e que não possuo, nem elegeria, outra patria senão o Brasil.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Clarice 2

O amor será dar de presente um ao
outro a prória solidão?
Pois é a coisa mais última que
se pode dar de si.

Clarice 1

Você há de me perguntar
por que tomo conta
do mundo.
É que
nasci
incumbida.

Lembrança

Ele viu a Clarice e pensou em mim.
Trouxe a exposição em livro.
Agora vamos conversar só com as palavras dela, tá?
Até eu cansar.
Cansar?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Por que?

Por que a inveja?

Por que o veto?

Por que a conversa fiada?

Por que os comentários maldosos?

Por que o não?

Por que a inimizade?

Por que o ciúme?

Por que a insegurança?

Por que desmanchar o prazer?

Porque todo mundo queria ter força pra lutar pelo que quer, mas só você conseguiu.

Pra quê?

Fica angustiada não.

Fica triste não.

Fica desiludida não.

Fica desanimada não.

Fica sem fé não.

É quando a gente se sente pequena que cresce.

Boa viagem procê, viu.

Vote Logo

Sabe o Pastelzinho (www.pastelzinho.blogspot.com)?

Então, vai lá procês votarem nas camisetas criadas pelo Maurilo e o Menino Monstro.

Tá tudo explicadinho por lá.

Boa sorte pra dupla.

domingo, 15 de julho de 2007

Sonho de uma noite de verão

O livro que eu tô lendo pergunta:

Gente existe?
Como eles funcionam?

Ainda não cheguei ao fim (quero até ver como decifrar esse enigma), mas já gostei do começo do livro:

Gente é outra alegria,
diferente das estrelas.

Diz que quem falou isso foi o Caetano Veloso.

Você acredita?

sábado, 14 de julho de 2007

Colagem

Passei a tarde entre palavras.
Leia comigo:

Alegria
Ruptura
Rainha
Quase
Off-white
Incorreta
Guarde
Par
De perto
Girl
Acervo
Visto
A cores
Mil em uma
Bossa
Mimo
Miçangas
Mayakoba
Olhos
Potes
Frufru
Valores
Milagroso
DNA
Além

Leve

Quando você quer muito alguma coisa, escolhe.
Quando você escolhe, perde.
Quando você perde, sofre.
Quando você sofre, fere.
Quando você fere, provoca.
Quando você provoca, descobre.
Quando você descobre, repensa.

Mas aí já é tarde demais.

Ainda bem que eu aprendi a não ser assim há muito tempo. Queria tanto ensinar isso pra você...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

?????

Será que o rio cura tudo?

????

Ausência pra preencher?

???

Ir para voltar?

??

Onde mora a saudade?

?

O que acontece depois do sonho?

terça-feira, 10 de julho de 2007

O que que a Baiana tem?

- Tia Quequel.
- Oi.
- Sabia que eu já tô no Maternal 2?
- Nu, Rafa, já mesmo?
- Já. Sabe o que eu vou fazer quando eu tiver 4 anos?
- Não. O quê?
- Vou voar lá pra Bahia.
- É? Pra quê?
- Pra trabalhar, uai.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Mapa do Céu




Eu não entendo mapa do céu de jeito nenhum. Já tentei, mas é concreto demais pra mim. Eu até acho o livrinho bonito, com aqueles pontos luminosos, traços, fundo escuro.

Mas o que eu acho mesmo é:

Estrela não devia ter nem nome.
Estrela devia ser só abstrato.

A hora da Estrela

Eu vi estrelas no céu ontem.
Eu fui vista em estrelas do céu ontem.
Eu até li sobre estrelas ontem.

(...) Na noite anterior, com as malas feitas, a roupa para a viagem escolhida e Carmem adormecida ao seu lado, Rímini descobriu num canal a cabo, recém começada, a versão original de Nasce uma Estrela, e ficou mais de duas horas com os olhos grudados na tela, em carne viva. Só desabou com a primeira luz do amanhecer.

domingo, 8 de julho de 2007

Lá sou amiga do Rei

Vou me embora pra Passárgada. Vai ter chorinho por lá. Aniversário de dois e pôr-do-sol. Pra quem não vai comigo, que fique com o Bandeira:


Passárgada
Manoel Bandeira

Vou-me embora pra Passárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada



Vou-me embora pra Passárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que eu nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio



Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Passárgada



Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

Lá sou amigo do rei

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Raquel Calls

Desde que eu comecei a trabalhar na Fundação Fiat (Março), todo dia quando eu entro no ônibus pra vir embora ( tipo 5:45), eu ligo pro Zé.

Tenho nada pra falar não, só saudade.

Aí essa hora ganhou o nome de disque-ônibus.

Ele já atende assim ( com voz de locutor):

- Disque-ônibus chamando...

Só tem doido no meu MP3 essa semana:

Tom zé

e

Arnaldo Antunes

Faz bem. Eu recomendo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Quando eu tinha 2 anos...

O Rafa hoje me ligou:

- Tia Quequel...
- Oi meu amor.
- Sabe um vermelho que tá no meu braço?
- Sei não, Rafinha, cê machucou na escola?
- Não tia quequel, foi a Mimi que fez.
- A Mimi, Rafa?
- É. Quando eu tinha 2 anos.
- E só ficou vermelho agora, Rafa?
- É.
- Entendi. Sabe por quê que é?
- Por que, Tia Quequel?
- Pra gente não esquecer dela. Aí toda hora que a gente olhar o vermelho do seu braço, vai lembrar da nossa Mimi.
- É mesmo. Tchau.
- Beijo.

Eu e o Rafa morremos de saudade da Mimi. No fim do mês, faz um ano que ela morreu. Eu também vivo sonhando com ela.

Cao Hamburger

Num é nome de cineasta sério, né?
Eu sei que parece piada.
Mas,olha,o filme desse moço (O Dia em que Meus Pais Sairam de Férias) é pra lá de sério. Gostei bem.

Já viu?
Vê.

Folga

Hoje não estou trabalhando.
Estranho isso: folga.
Mas vou curtir o dia, sei que vou.

Outra notícia importante: perdi meu celular e o celular de todos vocês.
Compro outro hoje ainda, mas os números...
Depois manda email com o número do seu telefone pra mim, tá?

Beijos folgados,

Raquel