quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Ele voltou

Quem me ensinou a ter blog foi o Arthur.
Agora ele voltou.
Vai lá procê ver: www.arthurtamer.blogspot.com

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Expressiva

Se eu soubesse desenhar, desenharia um tumulto.

Depressiva

Quem diria...

Regressiva

Quinta,sexta,sábado,domingo.
Não vejo a hora da segunda chegar.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

24

Tá chegando junto com a Santinha.
Amém.

Conversa entre baias

- Raquel, nós estamos judiados.
- É Humberto. Estamos mesmo.

domingo, 18 de novembro de 2007

Férias de verão

Andei pensando nas minhas férias de verão (tava lendo uma Vogue inteirinha sobre o assunto).

Elas eram assim:

Dois meses inteiros.
Uns tempos na casa da minha avó, outros na casa da Tia Ivone.
Umas duas semanas na praia.
Muito tempo pra não fazer nada.
Nunca passava pela minha cabeça que as férias iam acabar. Não tinha essa agonia.
Sempre de roupa de nadar, sem sapato.
Muita manga que caia do pé, muito picolé na praia.
À noite: banho, batom grape, sapato nos pés,voltinha na rua.

Quando eu ia, meu pai me dava dinheiro e falava que era pras férias inteiras.
- Tá bom, eu respondia.
E acreditava que ia ser mesmo, pras férias inteiras.
Na primeira semana, o dinheiro era farto.
Na segunda, dava compração.
Na terceira,eu tinha que telefonar ou mandar carta pedindo mais.

Dia desses achei um desses bilhetes.
Falava mais ou menos assim:

(Letra com pressa, pedaço de papel emprestado de alguém)

Pai,
Bom?
Manda mais dinheiro.
Quero comprar short (sic) branco pra ir pra praia lá na Tia Judite.
Mamãe tá boa?
Arrumei um namorado. (Lembre-se que eu já tenho quase 14 anos.)
Beijo,
Raquel


Moral da história:

1. Aquilo sim eram férias.
2. Ter 14 anos naqueles anos 80 era bom demais.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

De casa nova

Quando tudo o que a gente quer é casa da gente, tá na hora de mudar.

Mensagem

Recebi mensagem de amor no celular. Nem tinha palavras pra responder. Fiz desenho e mandei como resposta. Mas queria mesmo era ir lá correndo e abraçar aquelas duas meninas do coração. Por elas eu até assisto Bratz de novo.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Boa noite

Acho que ele nem sabe, mas essa horinha depois do jantar é a melhor parte do meu dia.
Vida besta?
Amor?
Paz?
Segurança?
Ah...quem precisa de definição pra coisa boa de sentir.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sexto Sentido

- Marina, você vai assistir a esse DVD que tá na sua mão?
- Não, Dinda, vou praticar o sentido da visão.

IM PRES SIO NA DA

- Bruno, eu e minha mãe choramos de impressionadas.
- Marina, não seria chorar de emoção?

Recado

Vó,

Você não vai acreditar.

Tão lá as duas tocando teclado juntas.

E não é que você estava certa, quando há uns 50 anos tentou que elas tocassem piano a quatro mãos...

Tá, vó, num é piano, mas é quase.

O melhor é que elas se encontram toda segunda-feira pra praticar.

Quem diria, heim...

Grandes Milagres também acontecem.

Beijo da sua Rafinha.

Pequenos Milagres

Bruno fez, contrito, a 1º Eucaristia.
Dindo fez, assustado, a segunda Eucaristia.

Fotos, vou pedir.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Tem que sentir

alegrias

Tem que ver

O olhar da velha senhora à janela do prédio triste.

Tem que ouvir

Coisas do Mundo, Minha Nêga
(Paulinho da Viola)

Hoje eu vim, minha nega como venho quando posso
Na boca as mesmas palavras, no peito o mesmo remorso
Nas mãos a mesma viola onde gravei o teu nome
Venho do samba há tempo, nega, vim parando por aí
Primeiro achei Zé Fuleiro que me falou de doença
Que a sorte nunca lhe chega, está sem amor e sem dinheiro
Perguntou se eu não dispunha de algum que pudesse dar
Puxei então da viola, cantei um samba pra ele
Foi um samba sincopado que zombou do seu azar
Hoje eu vim, minha nega, andar contigo no espaço
Tentar fazer em seus braços um samba puro de amor
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor (2x)
Depois encontrei seu Bento, nega, que bebeu a noite inteira
Estirou-se na calçada sem ter vontade qualquer
Esqueceu do compromisso que assumiu com a mulher
Não chegar de madrugada, e não beber mais cachaça
Ela fez até promessa, pagou e se arrependeu
Cantei um samba pra ele, que sorriu e adormeceu
Hoje eu vim, minha nega, querendo aquele sorriso
Que tu entregas pro céu quando te aperto em meus braço
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço (2x)
Por fim eu achei um corpo, nega, iluminado ao redor
Disseram que foi bobagem, um queria ser melhor
Não foi amor nem dinheiro a causa da discussão
Foi apenas um pandeiro que depois ficou no chão
Não tirei minha viola, parei, olhei e vim-me embora
Ninguém compreenderia um samba naquela hora
Hoje eu vim, minha nega, sem saber nada da vida
Querendo aprender contigo a forma de se viver
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender (2x)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

No tom

Rafa tocando teclado:

- Tia quequel, toca esse fininho aqui que eu toco esse grossão ali.

Viagem 3

Gabriel (Garcia Marquez) se tivesse visto, virava escrito.
A gente ali, na porta da capela. O vento soprou tudo:terra, folhas, cabelo, vestidos;janelas.
Quase que aconteceu o inesperado.
Mas a noite chegou calma
e o padre também.
Rezou missa que eu vi.

Viagem 2

O que eu mais gostei?
Do belle balanço.
É assim: pé encostando no topo de árvores, riacho lá em baixo e vento que balanga.
Nem importei de ter cabo de aço me segurando.

Viagem

- Zé, cê viu meu chinelo?
- Olha lá com os meus sapatos.
- Uai, eles ficaram amigos?
- Sim. Acho que eles estavam se sentindo só.