terça-feira, 30 de outubro de 2007

Perder

Eu achei que tava abafando... mandei uma mensagem de bom dia pro Túlio, amorosa.
Ele me respondeu com duas palavras e arrasou. Até me emocionou.

Eu adoro perder pra ele. É um jeito de ganhar, né?

Pena, meu blog, que eu não posso te contar a troca de mensagens. Túlio não gosta quando eu torno público o que é privado.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Amigo

Gugu veio cá almoçar comigo.
De sobremesa apreciamos o lago.

Eu vou

CAMPO DOS VAGALUMES

É um local próximo à Vila de Santa Bárbara que caracteriza-se pela presença de milhares de vaga-lumes . Eles aparecem sempre em noites úmidas e quentes, e o espetáculo é maravilhoso. Piscam de um lado para o outro e da a impressão de um enxame de vaga-lumes ao seu redor. Vale a pena!


Copie, colei esse parágrafo do site do resort (só o nome é feio) Águas de Santa Bárbara.

Eu volto de Brasília e corro pra lá. Eu e meu Zé, claro. Looouca pra chegar esse dia dois.

Des-trabalho

Em Brasília.
Sala de imprensa.
Blue Tree Park.
Vidraça de cara pro Lago.
Um outro jeito de trabalhar.
Pelo menos, por enquanto.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Betim-BH

Atrasados correndo atrás do ônibus;
Gente que aprecia o pôr-do-sol;
O braço do motorista do caminhão ao lado;
O andarilho cheio de embrulhos;
Fumaça, muita fumaça;
O hotel e seus hóspedes;
O supermercado e seus clientes;
A escola cheia de gente;
O ponto de ônibus debaixo da passarela;
O cheiro do churrasquinho debaixo do viaduto;
O urso secando na janela;
A moça que chega para encontrar o namorado;
Gente que corre pra estudar e carrega cadernos;
A igreja enchendo;
Os sinais, os muitos sinais;
Os botecos do bairro feio;
O moço que conserta fogão e faz churrasquinho;
As casas vazias;
A maternidade cheia de gente alegre;
Os apartamentos que vão acendendo as luzes;
O salão sempre cheio;
O restaurante sempre vazio;
A rua onde eu vou descer;
A esquina onde tudo termina.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Ultimato

Ser último é chegar para ouvir a história dos primeiros;
Chegar por último é estar mais perto da hora boa;
Para os últimos, os imprevistos já estão pré-vistos.

Ficar por último é ficar mais perto do futuro.

Ele era torto, mas falava certo: OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS.

domingo, 21 de outubro de 2007

A vida é um sopro

Assisti hoje.
Reaprendi que a gente faz hoje o passsado do futuro.
Viva o Mestre!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Frescor

Tomara que chova 100 dias sem parar...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

INSS

Minha mãe aposentou.
De presente pra ela, comprou um teclado.
O que será que você vai comprar pra você mesmo quando aposentar?
Acho que eu vou comprar um bastidor.

Os Jetsons

De Dia das Crianças eu ganhei um roteador.
Agora minha casa é um hot spot.
Pode?

Irmandade

Rafael chorou muito quando ouviu dizer que Beatriz tinha quebrado o braço. Ele achou que a irmã tinha perdido o braço quebrado. Gostar de alguém é sofrer com a dor do outro, também. Pena que a gente aprende isso tão cedo...

Quebra

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Eu recomendo

O Grupo de Coco Ouricuri faz show neste sábado, dia 13 de Outubro, às 21h, na praça da igreja da Pampulha.
O Show faz parte da programação do 5º Festival de Corais de Belo Horizonte.
No espetáculo, o grupo mostra músicas de seu recém lançado CD Os Cocos, baseado na obra do grande escritor Mário de Andrade que, em 1928 / 1929 percorreu o Brasil recolhendo melodias de coco.
Depois de uma vasta pesquisa, o grupo fez um minucioso levantamento dessas melodias - até então disponíveis apenas em partitura - e gravou 34 das 245 recolhidas por Mário de Andrade.
Um excelente oportunidade de dançar, cantar e se divertir ao som desse maravilhoso estilo musical brasileiro.
Entrada Franca
Um abraço
André Salles-Coelho

BH-Betim

O meu vizinho;
O moço de peruca e blusa em flor;
O moço que senta do meu lado, abre os Salmos e dorme;
A moça que estuda espanhol;
A moça de terno preto;
O moço que estuda na Luziana Lanna;
Diego, sempre adormecido;
O moço que machucou o braço e depois a testa;
A moça que estudou comigo na quinta série;
O Túlio do Transporte;
O casal que conversa um pouco e depois dorme;
O moço muito grande que quase não cabe na cadeira;
A moça que tá engordando mais;
A moça que tira o sapato pra viajar;
e eu.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Reino das Águas Claras 2

Era um vestido que não lembrava nenhum outro desses que aparecem nos figurinos.Feito de seda? Qual seda nada! Feito de cor-e cor do mar! Em vez de enfeites conhecidos - rendas, entremeios, fitas,bordados, plissês ou vidrilhos -era enfeitado com peixinhos do mar. Não de alguns peixinhos só, mas de todos os peixinhos - os vermelhos, os azuis, os dourados, os de escamas furta-cor, os compridinhos, os roliços feito bolas, os achatados, os de cauda bicudinha, os de olhos que parecem pedras preciosas, os de longos fios de barba movediços - todos, todos!...

(...) O mais lindo era que o vestido não parava um só instante. Não parava de faiscar e brilhar, e piscar e furtar-cor, porque os peixinhos não paravam de nadar nele (...).

Reinações de Narizinho em O vestido Maravilhoso.

Guarda-tudo

Diz que agora tem guarda-chuva inteligente, conectado a site de previsão do tempo.Pisca e tudo. Quem quiser conhecer mais essa aberração, visite o site: www.ambientdevices.com

Tô fora.

No Reino das Águas Claras

O salão parecia um céu aberto. Em vez de lâmpadas, viam-se pendurados do teto buquês de raios de sol colhidos pela manhã. Flores em quantidade, trazidas e arrumadas por beija-flores. Tantas pérolas soltas no chão que até se tornava difícil o andar. Não houve ostra que não trouxesse a sua pérola, para pendurá-la num galhinho de coral ou jogá-la por ali como se fosse cisco. E o que não era pérola era flor, e o que não era flor era nácar, e o que não era nácar era rubi e esmeralda e ouro e diamante. Uma verdadeira tontura de beleza!

Reinações de Narizinho, em a Festa e o Major.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Utilidade Pública

Freud explica

Aniversário do Zé sábado.
Pensei(sonhei?)em comprar um autorama para ele.
Ele quis uma placa-mãe...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Lá vem história

Lá na casa do Flavinho tem um livro muito trágico de contos. De tão erudito e dramático é divertido.

Beatriz pediu pra eu ler pra ela. Fiz preâmbulo:

- Olha, flor, esse livro foi escrito há muito tempo... por isso tem palavras que vc não vai entender direito...blablabla.

- Tá, tá, tá. Começa a ler logo tia Quequel. Já entendi. Esse livro é que nem o Hino Nacional.

Hehehe. Pior que é. E melhor que ela e a Clara gostaram do tom das histórias. Li 3 inteirinhas pra elas.

Repouso

Mexido com meu zé.
Pijama quente.
Reinações de Narizinho.
E....cama.
Esse é o meu jeito de descansar.
Boa noite, até amanhã.

Material Bruto

Santiago vai ser um dos filmes da sua vida.
Perde não...lá no Belas Artes.

domingo, 30 de setembro de 2007

Tão longe tão perto

Parabéns,meu amigo.
Foi ontem, mas é todo dia.
Beijo meu
Raquel

Clarice Ensaísta

Sobre Drummond:

...por não poder analisá-lo, é que fico com todo ele.

Clarice Mãe

Assim disse Pedro, o filho de Clarice, ainda criança:

- A palavra PALAVRA é ex-possível!
- Ex-possível?
- É! Gosto mais de dizer ex-possível do que impossível! A palavra PALAVRA é ex-possível porque significa palavra.

Outros Escritos

Assim disse Clarice:

...Por que livrar-se do que se amontoa, como em todas as casas, no fundo das gavetas? Vide Manuel Bandeira: para que ela me encontre com "a casa limpa, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar"? (...)Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Outros Escritos

Voei e voltei.
Arremeti e nem percebi.
Voava lendo um Clarice novo.
Depois posto alguma coisa desses Outros Escritos aqui procês.
Pressa agora...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

No ar

Quem é de rezar, reze.
Quem é de orar, ore.
Quem é de meditar, medite.
Quem é de bons flúidos, mande.

Continuo detestando voar.

Inté, se Deus quiser.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Paradoxo

Viva, mas morta.
Semana que vem eu prometo voltar.
Beijos saudosos,
Raquel

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

É HOJE!

Nunca é tarde

Cheguei cedo. Tinha até sol e nem era horário de verão. Estranho? Que nada. Muito é bom. Lembrei do meu tempo de tempo. Deu saudade. Deu vontade de fazer de novo...

domingo, 16 de setembro de 2007

Balanço

1° Ato + performance em casa na sexta;

Savassi + almoço simpático + soninho bom + exposição sobre O Mestre + concerto + cinema em casa + pizza delivery no sábado;

Cama até tarde + padaria + café da manhã com o Zé + trabalho de leve + arrumação + almoço perto de casa + dois na boa no sofá + visita + volta + missa + blog.

Acabou, boa semana útil pra nós.

sábado, 8 de setembro de 2007

Infância


Eu tinha pose, mas nem imaginava o que era uma pin up...

Floradas na Cidade


Olhem bem os Ipês...

Mosos

Será que eu sou mosa e não sabia?

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Dona Doida

Ganhei presentes dos meus presentes esses dias:
Bermuda,colar,moedas,bloquinho mais lindo que eu já vi e rosa em broche.
Dá vontade de usar tudo de uma vez e sair Dona Doida por aí.

Balzac

Li no papel pardo que consolava o meu doce.
Não sei citar com todas as letras, mas acho que era mais ou menos assim:

O amor é a única paixão que não admite passado ou futuro.

Amei.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sina

O horóscopo dele fala assim:

(...) O aquariano, entendido em história e ligado na troca mental (hehehe-sic!),será o seu par romântico por excelência. (...)

Tem horóscopo que tá atrasado 18 anos...

já já já já já

Pra quem ficou com saudades da música e do Sítio:

Eu vou andando
Eu vou levando
Muito devagar
Pra chegar
Pra chegar
No lugar e entregar
o já já já já já
O Jabutigrama

Pra que tanta pressa?
Porque andar depressa?
Fazer a remessa
E chegar é tudo que interessa pra mim.

Firirim firirim firirim
O já já já já já
Tiriri tiriri tiriri
O Jabutigrama

Importante é ter confiança e entregar
Entregar com segurança
levar a mensagem, chegar e entregar
Tiriri tiriri tiriri

A encomenda
A oferenda
A proposta de venda
Presente, uma prenda
Uma toalha de renda
Uma reprimenda
Uma carta, uma emenda

Já já já já já
O Jabutigrama

Jabutigrama

Pai em casa. Rosa vem almoçar. Saudades de você.

....pra que tanta pressa,
Por que andar depressa...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Garota estranha = mulher esquisita

Eu não queria ser As Panteras. Queria ser a Bete dos flinstones.
Eu não queria ser a Emília, nem a Narizinho. Queria mesmo é ser o Visconde.
Eu não queria bonecas. Queria gravador.
Eu não sonhava com príncipes. Sonhava mesmo era com o futuro.

...pois é. Dá nisso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

31 de agosto

Dia do Outdoor.
Sim, o monstro tem dia só pra ele.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Sem título

.....que poeira leve.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Mutações

"Seria ingenuidade negar o grande avanço das pesquisas científicas; mas quanto mais elas aumentam seu poder, maior é o nosso sentimento de distância do entendimento: a velocidade das transformações é tamanha que “o olho do espírito não pode mais seguir as leis e concentrar-se em algo que se conserve” – observa Valéry."

7° dia

Parecia até música do Tom Zé, mas era homenagem:

Ela não foi; ficou.
Ela não deixou; está presente.
Ela não mudou; permaneceu.
Ela não partiu; chegou.
Não terminou; começou.

Sei disso tudo, mas choro do mesmo jeito.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Poder

Eu não quero um carro.
Eu não quero uma casa.
Eu não quero jóias.
Eu não quero outro amor.
Eu não quero outro trabalho.
Eu não quero mais dinheiro.
Eu não quero ter raiva.
Eu não quero futuro.
Eu não quero filhos.
Eu não quero deixar saudade.

Eu quero mais tempo com meus amigos.
Eu quero ser mais amorosa com o Zé.
Eu quero conversar mais com a minha mãe.
Eu quero dar mais satisfação ao meu pai.
Eu quero aproveitar mais meu irmão.
Eu quero ler mais.
Eu quero outra Mimi.
Eu quero mais fé.
Eu quero dormir mais.
Eu quero emagrecer uns 5 quilos.
Eu quero passar desapercebida.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Com Deus

Minha amiga acordou no céu.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Pode

Sua casa pode andar.
Você pode morar hoje aqui, amanhã ali.
Tudo pode ser fantasia.
Você pode casar com um palhaço.
Pode ter céu estrelado todo dia.
Espetáculo pode ser trabalho.
Bilheteira pode virar bailarina.
Pipoca pode ser jantar.
Riso pode ser sobremesa.
Caminhão pode ser armário.
Corda pode ser bamba.
Bicicleta pode ter só uma roda.
Cafona pode ser figurino.
Gente pode sumir, subir, voar, iludir, cair, equilibrar.
Gente pode viver de espetáulos.

A negócios

Eu fui hoje pra São Paulo.
Céu encoberto. Vento frio. Trânsito até bom.
Fui a negócios sim. Mas o bom é que o negócio foi muito divertido.
Conheci dois circos e gente de circo.
Quer repensar a sua profissão?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mas tinha que respirar...

A caixa de correio da casa da Letícia tem chaminé.
Túlio tem lá uma teoria que até faz sentido.
Mas eu prefiro acreditar que é pras cartas respirarem.

(Arnaldo Antunes cantando: Mas tinha que respirar... todo dia...)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Super Mercado

Eu li na fachada do supermercado:

Aqui a gente vai encontrar.

Se encontrar?

Encontrar o que você a gente precisa?

Quem precisa de respostas quando a frase é boa?

domingo, 12 de agosto de 2007

Recado

Bia e Paty,

Adorei o meu presente surpresa.
O bloquinho é lindo que nem vocês duas.
Mas sabe o que é mais lindo ainda?
O bilhetinho que vocês escreveram nele pra mim.
Eu também amo vocês duas de paixão.
Beijo bem grandão nocês.

Tia Quequel

Pai

É quem tem carinho pra partir o pão pequenininho pra gente não engasgar.
É quem põe a gente na cama toda noite.
É quem olha debaixo da cama da gente pra ver se não ter bicho.
É quem quer saber onde a gente vai.
É quem quer saber o que a gente precisa.
É quem traz bis quando vê a gente trabalhando de noite.
É quem acorda a gente com a mesa posta.
É quem sai de noite pra comprar remédio mesmo sem a gente precisar.
É quem inventou a gente.

Da carta aos Hebreus

A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera(...).

sábado, 11 de agosto de 2007

Presente

Procurei muito até encontrar o presente que eu queria.

Achei.

É um bordado assim:
Um casal só pontilhado em linha azul e a frase AMOR NO AR bordada em linha vermelha e bem firme. Uma fita costurada emoldura tudo.

Não é perfeito?

Não é exatamente assim o amor:
firme no propósito;
pontilhado nas pessoas
e com contorno de fita?

Eu acho que é.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Engarrafamento

1. Um casal dando um longo abraço.
2. Uma mãe dando adeus ao filho.
3. A roupa dependurada pra secar na janela da sala.
4. Pessoas jantando na varanda.
5. Um erro de português muito divertido.
6. Passarinho na árvore do sinal.
7. O solitário tomando mais uma no bar vaziinho.
8. Aqueles carros sonoros que só tocam música muito ruim.
9. O moço com flores embrulhadas.
10. Gente dormindo profundo no ônibus vizinho.
11. O bêbado atravessando a rua em diagonal.
12. Janelas abertas pro movimento da casa.
13. A casa com a pintura novinha.
14. Cheiro de churrasquinho de gato.

E tempo, muito tempo para atender as chamadas urgentes do fornecedor e com calma, muita calma, resolver os últimos pipinos da semana.

Tá vendo como engarrafamento é bom.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ares

Fui pra SP - Voltei de SP.
Vi dois queridos, mas foi por tão pouco tempo...

Voei eu e o tempo.

Nem Clarice eu visitei.

Distância

Cansada e Punto.

domingo, 5 de agosto de 2007

Felicidade

Adoro casamento de gente que eu gosto.
Fiquei feliz demais com um convite que eu recebi hoje.
Beijo grande pros noivos.
Felicidade eles têm também.

P.S. Flavinha, cê recebeu o seu?

terça-feira, 31 de julho de 2007

Leitora

Açucar União

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Trineta

terça-feira, 24 de julho de 2007

Silêncio

Depois de tanta coisa dita, um pouco de nada pode ajudar, né?
Até breve.
Raquel

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Clarice - fim

Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, preferiria.

Clarice 15

É que sinto falta de um silêncio. Eu era silenciosa. E agora me comunico, mesmo sem falar. Mas falta uma coisa. E vou tê-la. É uma espécie de liberdade, sem pedir licença a ninguém.

Clarice 14

Eu só trabalho com achados e perdidos.

Clarice 13

Só porque viver não é relatável. Viver não é vivível.

Clarice 12

O que atrapalha ao escrever é ter que usar palavras.

Clarice 11

Oh Deus, que faço desta felicidade ao meu redor que é eterna,eterna,eterna, e que passará daqui a um instante porque o corpo só nos ensina a ser mortal?

domingo, 22 de julho de 2007

Clarice 10

A realidade é a matéria-prima, a linguagem é o modo como vou buscá-la - e como não acho.

Clarice 9

Não se perde por não entender.

Clarice 8

Acho que loucura é perfeição.

Clarice 7

O nome da coisa é um intervalo para a coisa.

Clarice 6

Ver a verdade seria diferente de inventar a verdade?

Clarice 5

O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se me entendesse.

Clarice 4

Creia-me, Senhor Presidente, ela (nacionalidade brasileira - grifo meu) alargará minha vida. E um dia saberei provar que não a usei inutilmente.

Clarice 3

Se trago a V. EX. o resumo dos meus trablhos jornalísticos não é para pedir-lhe, como recompensa, o direito de ser brasileira. Prestei esses serviços espontanea e naturalmente, e nem poderia deixar de executa-los. Se neles falo é paa atestar que já sou brasileira.

Posso apresentar provas materiais de tudo o que afirmo. Infelizmente, o que não posso provar materialmente - e que, no entanto, é o que mais importa - é que tudo que fiz tinha como nucleo minha real união com o país e que não possuo, nem elegeria, outra patria senão o Brasil.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Clarice 2

O amor será dar de presente um ao
outro a prória solidão?
Pois é a coisa mais última que
se pode dar de si.

Clarice 1

Você há de me perguntar
por que tomo conta
do mundo.
É que
nasci
incumbida.

Lembrança

Ele viu a Clarice e pensou em mim.
Trouxe a exposição em livro.
Agora vamos conversar só com as palavras dela, tá?
Até eu cansar.
Cansar?

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Por que?

Por que a inveja?

Por que o veto?

Por que a conversa fiada?

Por que os comentários maldosos?

Por que o não?

Por que a inimizade?

Por que o ciúme?

Por que a insegurança?

Por que desmanchar o prazer?

Porque todo mundo queria ter força pra lutar pelo que quer, mas só você conseguiu.

Pra quê?

Fica angustiada não.

Fica triste não.

Fica desiludida não.

Fica desanimada não.

Fica sem fé não.

É quando a gente se sente pequena que cresce.

Boa viagem procê, viu.

Vote Logo

Sabe o Pastelzinho (www.pastelzinho.blogspot.com)?

Então, vai lá procês votarem nas camisetas criadas pelo Maurilo e o Menino Monstro.

Tá tudo explicadinho por lá.

Boa sorte pra dupla.

domingo, 15 de julho de 2007

Sonho de uma noite de verão

O livro que eu tô lendo pergunta:

Gente existe?
Como eles funcionam?

Ainda não cheguei ao fim (quero até ver como decifrar esse enigma), mas já gostei do começo do livro:

Gente é outra alegria,
diferente das estrelas.

Diz que quem falou isso foi o Caetano Veloso.

Você acredita?

sábado, 14 de julho de 2007

Colagem

Passei a tarde entre palavras.
Leia comigo:

Alegria
Ruptura
Rainha
Quase
Off-white
Incorreta
Guarde
Par
De perto
Girl
Acervo
Visto
A cores
Mil em uma
Bossa
Mimo
Miçangas
Mayakoba
Olhos
Potes
Frufru
Valores
Milagroso
DNA
Além

Leve

Quando você quer muito alguma coisa, escolhe.
Quando você escolhe, perde.
Quando você perde, sofre.
Quando você sofre, fere.
Quando você fere, provoca.
Quando você provoca, descobre.
Quando você descobre, repensa.

Mas aí já é tarde demais.

Ainda bem que eu aprendi a não ser assim há muito tempo. Queria tanto ensinar isso pra você...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

?????

Será que o rio cura tudo?

????

Ausência pra preencher?

???

Ir para voltar?

??

Onde mora a saudade?

?

O que acontece depois do sonho?

terça-feira, 10 de julho de 2007

O que que a Baiana tem?

- Tia Quequel.
- Oi.
- Sabia que eu já tô no Maternal 2?
- Nu, Rafa, já mesmo?
- Já. Sabe o que eu vou fazer quando eu tiver 4 anos?
- Não. O quê?
- Vou voar lá pra Bahia.
- É? Pra quê?
- Pra trabalhar, uai.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Mapa do Céu




Eu não entendo mapa do céu de jeito nenhum. Já tentei, mas é concreto demais pra mim. Eu até acho o livrinho bonito, com aqueles pontos luminosos, traços, fundo escuro.

Mas o que eu acho mesmo é:

Estrela não devia ter nem nome.
Estrela devia ser só abstrato.

A hora da Estrela

Eu vi estrelas no céu ontem.
Eu fui vista em estrelas do céu ontem.
Eu até li sobre estrelas ontem.

(...) Na noite anterior, com as malas feitas, a roupa para a viagem escolhida e Carmem adormecida ao seu lado, Rímini descobriu num canal a cabo, recém começada, a versão original de Nasce uma Estrela, e ficou mais de duas horas com os olhos grudados na tela, em carne viva. Só desabou com a primeira luz do amanhecer.

domingo, 8 de julho de 2007

Lá sou amiga do Rei

Vou me embora pra Passárgada. Vai ter chorinho por lá. Aniversário de dois e pôr-do-sol. Pra quem não vai comigo, que fique com o Bandeira:


Passárgada
Manoel Bandeira

Vou-me embora pra Passárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada



Vou-me embora pra Passárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que eu nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio



Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Passárgada



Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

Lá sou amigo do rei

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Passárgada

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Raquel Calls

Desde que eu comecei a trabalhar na Fundação Fiat (Março), todo dia quando eu entro no ônibus pra vir embora ( tipo 5:45), eu ligo pro Zé.

Tenho nada pra falar não, só saudade.

Aí essa hora ganhou o nome de disque-ônibus.

Ele já atende assim ( com voz de locutor):

- Disque-ônibus chamando...

Só tem doido no meu MP3 essa semana:

Tom zé

e

Arnaldo Antunes

Faz bem. Eu recomendo.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Quando eu tinha 2 anos...

O Rafa hoje me ligou:

- Tia Quequel...
- Oi meu amor.
- Sabe um vermelho que tá no meu braço?
- Sei não, Rafinha, cê machucou na escola?
- Não tia quequel, foi a Mimi que fez.
- A Mimi, Rafa?
- É. Quando eu tinha 2 anos.
- E só ficou vermelho agora, Rafa?
- É.
- Entendi. Sabe por quê que é?
- Por que, Tia Quequel?
- Pra gente não esquecer dela. Aí toda hora que a gente olhar o vermelho do seu braço, vai lembrar da nossa Mimi.
- É mesmo. Tchau.
- Beijo.

Eu e o Rafa morremos de saudade da Mimi. No fim do mês, faz um ano que ela morreu. Eu também vivo sonhando com ela.

Cao Hamburger

Num é nome de cineasta sério, né?
Eu sei que parece piada.
Mas,olha,o filme desse moço (O Dia em que Meus Pais Sairam de Férias) é pra lá de sério. Gostei bem.

Já viu?
Vê.

Folga

Hoje não estou trabalhando.
Estranho isso: folga.
Mas vou curtir o dia, sei que vou.

Outra notícia importante: perdi meu celular e o celular de todos vocês.
Compro outro hoje ainda, mas os números...
Depois manda email com o número do seu telefone pra mim, tá?

Beijos folgados,

Raquel