quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Grinalda de Vagalumes

Escuta essa que eu li antes de dormir (depois do almoço):

Numa noite chuvosa, ao despertar de um sono intranquilo na casa do Pie de la Popa, o general viu uma criatura evangélica sentada a um canto do quarto, com a túnica de cânhamo cru de uma congregação laica e o cabelo enfeitado com uma coroa de vagalumes. Durante a colônia, os viajantes europeus se surpreendiam ao ver os indígenas iluminando o caminho com um frasco cheio desses bichos. Mais tarde, foram moda republicana das mulheres, que os usavam como grinaldas acesas no cabelo, como diadema de luz na testa, como broches fosforescentes no peito. A moça que entrou aquela noite no quarto os trazia costurados numa fita que iluminava o rosto com um resplendor fantasmagórico. Era lânguida e misteriosa....

(Não posso contar quem escreveu, porque vocês vão falar que é realismo fantástico. Não é. Esse livro é só de verdades.)

Fiquei sim, com vontade de ter uma. Cê num ficou não?

Um comentário:

Unknown disse...

fiquei com muuuita vontade de ter uma assim, e de ler o livro também.