Para lembrar para sempre
Escrito por Clarice Lispector em A Maçã no Escuro:
(...) Como se agora, estendendo a mão no escuro e pegando uma maçã, ele reconhecesse nos dedos tão desajeitados pelo amor uma maçã. Martim já não pedia mais o nome das coisas. Bastava-lhe reconhecê-las no escuro. E rejubilar-se, desajeitado.
E depois? Depois, quando saísse para a claridade, veria as coisas pressentidas com a mão, e veria essas coisas com seus falsos nomes. Sim, já as teria conhecido no escuro como um homem que dormiu com uma mulher.(...)
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