sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Keeping up

Já tô acabando de ler o livro e não publiquei um trecho sequer. Se quer, aí vai:

Pe. Vieira em
A eternidade e o Desejo, de Inês Pedrosa:

Quem estima vidros, cuidando que são diamantes, diamantes estima, e não vidros; quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama, e não defeitos. Cuidais que amais diamantes de firmeza, e amais vidros de fragilidade; cuidais que amais perfeições angélicas, e amais imperfeições humanas. Logo, os homens não amam o que cuidam que amam. Donde também se segue que amam o que verdadeiramente não há, porque amam as coisas, não como são, senão como as imaginam, e o que se imagina e não é, não o há no mundo.


O sensível, o imaginário, o existente e o possível, o finito e o infinito, tudo enche, tudo inunda, por tudo se estende, e até onde? Até onde não há onde, sem termo, sem limite, sem horizonte, sem fim, e, por isso, incapaz de circunferência: Circumferentia musquam.

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